Ato marca Dia Internacional de Luta da Mulher
Hoje, 8 de março, a partir das 16h, em frente à Catedral, acontece o grande ato do Dia Internacional de Luta da Mulher em Campinas sob o lema “Nenhuma a menos, nenhum direito a menos!”.
Neste ano além de protestar contra a violência e opressão, elas denunciam a reforma da previdência que retira direitos da classe trabalhadora, em especial, das mulheres que serão penalizadas com o aumento do tempo de contribuição e de idade.
Na primeira semana de janeiro as mulheres foram às ruas para pedir o fim à violência e do feminicídio em nossa cidade. Chocadas com a chacina ocorrida no réveillon – na qual 12 pessoas foram mortas por Sidnei Ramis de Araújo, sendo 9 delas vítimas de feminicídio – as mulheres se uniram em um só grito: “nenhuma a menos, vivas nós queremos!”
Mas, de lá pra cá, nada mudou. O governo municipal deu pouca atenção ao caso, além das condolências de praxe. A polícia encerrou as investigações, concluindo que Sidnei agiu sozinho. A mídia continuou a falar deste e de outros casos sem se referir à questão do feminicídio. E as mulheres de Campinas, principalmente, as negras e as mais pobres, continuam a morrer nas mãos de homens, apenas por serem mulheres.
Enquanto isso, em âmbito nacional, os ataques aos nossos direitos não param: querem acabar com nossa aposentadoria e com nossos direitos trabalhistas. A reforma previdenciária do governo Temer prejudicará principalmente as mulheres trabalhadoras, que além de trabalhar fora ainda cumprem outra jornada em casa. Querem que trabalhemos até a morte, em condições cada vez piores e ganhando cada vez menos.
Por isso, o Dia Internacional da Mulher não é um dia de ganhar flores. É um dia de luta! É dia de sairmos às ruas, nos unirmos, gritarmos até sermos ouvidas.
Neste ano, setores espontâneos independentes e coletivos feministas no mundo inteiro estão se mobilizando para atender ao chamado de Angela Davis, Nancy Fraser e outras feministas para construir uma Paralisação Internacional das Mulheres, o 8M. Além das argentinas, prometem aderir à paralisação do 8M feministas a Austrália, Bolívia, Chile, Costa Rica, República Checa, Equador, Inglaterra, França, Alemanha, Guatemala, Honduras, Islândia, Irlanda do Norte, Irlanda, Israel, Itália, México, Nicarágua, Peru, Polônia, Rússia, El Salvador, Escócia, Coreia do Sul, Suécia, Togo, Turquia, Uruguai e EUA. O Brasil resolveu entrar nesta mobilização para mostrar que temos fibra pra lutar, e que caminhamos juntas.
8 de março é dia de ocupar os espaços públicos desta cidade que não ouve as mulheres e que pouco faz para conter a violência sexista!
É chegada a hora de unir as vozes das mulheres de todo o mundo, que não aturam mais a opressão machista em suas realidades e organizar uma grande greve internacional!
Confirme sua presença no evento convocado no Facebook.
Fonte: com informações do Coletivo Nenhuma a Menos – Campinas
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