A crise forjada da Previdência
De maneira objetiva a professora e pesquisadora do Instituto de Economia da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), desvela o discurso oficial que sustenta, contabilmente, que a Previdência Social brasileira é deficitária. Segundo a economista, ao contrário do que afirmam os governos até aqui, há um superávit no sistema de pelo menos R$ 1,2 bilhão em 2006.
Denise Gentil, em pesquisa que culminou em sua tese de doutorado, constatou que no fluxo de caixa do INSS “há superávit operacional ao longo de vários anos” e que “o excedente de recursos do orçamento da Seguridade alcançou – em 2006 – a cifra de R$ 72,2 bilhões”.
Então a suposta crise da Previdência resultante de um processo histórico de falência, que envolve desde o envelhecimento da população, a baixa taxa de natalidade, a elevação do salário mínimo até a aposentadoria precoce, acaba de ser desmistificada pela professora como sendo uma manipulação estatística do governo federal em prol de interesses econômicos que nada têm a ver com seguridade social.
A professora de Economia defende ainda que existe um “cálculo distorcido” feito pelo mercado financeiro, que rasga a Constituição Federal ao transformar em déficit a parte da contribuição previdenciária reservada à União.
Em sua tese de doutorado, Denise mostra que os próprios dados oficiais divulgados pelo Ministério da Previdência Social provam uma considerável distorção entre o que é divulgado à população e o que realmente pode ser constatado por especialistas em relação ao financiamento previdenciário.
Confira a entrevista completa da professora Denise Gentil publicada no Jornal da UFRJ em 2007, mas que permanece muito atual devido à conjuntura de “reformas sociais” pela qual passa nosso país:
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