Ensino Superior em Estado de Greve articula movimento nacional por reajuste e condições de trabalho

Professores e pessoal administrativo no Ensino Superior privado estão em estado de greve no Estado de São Paulo. Essa foi decisão das assembleias convocadas pelos sindicatos integrantes da Fepesp e realizadas de forma praticamente simultânea em todo o Estado na quarta-feira, 15/06.

O estado de greve significa que os trabalhadores estão avisando formalmente as instituições de ensino que é possível ocorrer uma greve a partir do mês de agosto. Os trabalhadores decidiram manter-se em assembleia permanente. Nova assembleia deverá ser convocada imediatamente após a volta às aulas.

Além do estado de greve, professores e pessoal administrativo decidiram se articular nacionalmente com os demais sindicatos em campanha salarial no Superior. “É o que patronal está fazendo. Os grandes comerciantes do ensino estão participando de todas as mesas de negociação no país para tentar bloquear a recuperação da defasagem salarial gerada pela inflação”, diz Celso Napolitano, da Fepesp. “Estão em uma campanha predatória contra os educadores para manter e aumentar seus lucros”.

Ato nacional – Com a articulação junto aos demais sindicatos em campanha salarial, as assembleias decidiram promover um ato nacional, em defesa da educação e pela valorização dos profissionais da Educação, docentes e não docentes. O ato deve ser planejado para fazer frente à atitude predatória das grandes corporações do ensino nesta campanha salarial. Fique atento aos avisos de preparação desta mobilização.

Todas as propostas patronais foram rejeitadas novamente pelas assembleias. A proposta de reajuste de 4% agora e 2% em janeiro do ano que vem, com uma inflação que supera os dois dígitos, além de um abono que não se incorpora aos salários, foi considerada inaceitável e até mesmo ofensiva.

As assembleias também entenderam que não basta reajustar o salário. É preciso reajustar também as condições de trabalho nas instituições de ensino: regulamentar o ensino a distância, a carga extra das aulas híbridas, o aumento excessivo de alunos por professor provocado pelo ensalamento de turmas.

Essas condições, que também estão sendo ignoradas pelo patronal, chamam a atenção do Legislativo e foram motivo de pronunciamento no plenário da Assembleia Legislativa de São Paulo. Em pronunciamento, o deputado estadual Celso Giannazi defendeu os sindicatos e prometeu ‘todo apoio à luta dos professores no ensino superior”.

Voltamos em agosto, voltamos à luta – A data do nosso ato na volta às aulas, em agosto, será anunciada o mais rapidamente possível. Fique atento aos avisos do seu sindicato.  Todas as novidades e convocações estarão nos sites dos sindicatos e também no site da Fepesp. Fique de olho e vamos à luta, unidos por respeito!

Fonte: Fepesp

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